Eu vim...
Vim para acalmar os povos de norte a sul
Vim para acalmar os povos de norte a sul
Vim para dizimar a
ignorância e hipocrisia de todas as raças
Vim apaziguar a
desigualdade e acalmar os corações incendiados de dor e magoa
Vim trazer o bem por
palavras tortas e escrever nas paredes minha paixão.
Diante suas águas eu passo,
passos cada vez mais rápidos espalhando com meus próprios pés, a água e areia
nos rasos da praia.
Vim olhar o raiar do
sol e o renascer da lua.
Vim enxergar os vivos
e entender os mortos, vim amar por igual tudo, e por tudo entender o certo.
Aceitar que o errado é
a ausência da sorte pode por vezes me fazer feliz.
Cai e logo levantei, às
vezes anos, às vezes meses, às vezes milésimos de segundos para que cada dia
seja diferente do outro.
Vim entregar esta
carta à mãe que sente a ausência de seu filho.
Vim chorar com ela e
acalmar seu coração.
A aceitação por vezes
a faz crer que o melhor seria que estivesses vivo
Mais os vivos estão
entre os mortos e os mortos estão entre os vivos.
Vim discordar, vim diferenciar,
vim desbalancear, tudo e todos contra o mundo.
Vim entender, vim explorar,
vim sentir, vim caminhar mais uma vez por estes bosques.
Sentir a presença de
algo que não existe é ainda mais lindo do que o real.
Pois em cada coração
existe força suficiente para viajar a outro continente
Enquanto seus pés
continuam firmes no chão, e a terra não nos deixa sair da órbita da mesma.
Carlo D'Ettorres Netto. (19/09/11)
Carlo D'Ettorres Netto. (19/09/11)






