segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Poema - Eu Vim.


Eu vim...
Vim para acalmar os povos de norte a sul
Vim para dizimar a ignorância e hipocrisia de todas as raças
Vim apaziguar a desigualdade e acalmar os corações incendiados de dor e magoa
Vim trazer o bem por palavras tortas e escrever nas paredes minha paixão.
Diante suas águas eu passo, passos cada vez mais rápidos espalhando com meus próprios pés, a água e areia nos rasos da praia.
Vim olhar o raiar do sol e o renascer da lua.
Vim enxergar os vivos e entender os mortos, vim amar por igual tudo, e por tudo entender o certo.
Aceitar que o errado é a ausência da sorte pode por vezes me fazer feliz.
Cai e logo levantei, às vezes anos, às vezes meses, às vezes milésimos de segundos para que cada dia seja diferente do outro.
Vim entregar esta carta à mãe que sente a ausência de seu filho.
Vim chorar com ela e acalmar seu coração.
A aceitação por vezes a faz crer que o melhor seria que estivesses vivo
Mais os vivos estão entre os mortos e os mortos estão entre os vivos.

Vim discordar, vim diferenciar, vim desbalancear, tudo e todos contra o mundo.
Vim entender, vim explorar, vim sentir, vim caminhar mais uma vez por estes bosques.
Sentir a presença de algo que não existe é ainda mais lindo do que o real.
Pois em cada coração existe força suficiente para viajar a outro continente
Enquanto seus pés continuam firmes no chão, e a terra não nos deixa sair da órbita da mesma.

                                                                                       Carlo D'Ettorres Netto. (19/09/11)

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